domingo, novembro 23, 2014

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Anoitecer

A noite cai e a culpa não é da coincidência. É como a chuva que há-de vir. Um instante e é o sítio do olá, de qualquer coisa que é quase um abraço, de luzes amarelas nas escadas rolantes, do bigodes e do chiar. E depois disso velocidade, mais do que aquela que poderia ter desejado uma semana antes.

terça-feira, dezembro 17, 2013

segunda-feira, dezembro 09, 2013

quinta-feira, novembro 28, 2013

Ínfima Parte

Aquela do limite de resolução do olho. Quando cabes aí, é por aí que cais.

quarta-feira, novembro 13, 2013

Lombas

A lengalenga ganha melodia e torna-se obsessão enfatuada pelo desejo. Risos num turbilhão turvo de ruído, cheio de raiva, unf, e outras tantas especiarias. E depois, através da música, ouço-a respirar.

quinta-feira, outubro 10, 2013

Barrilheira

Rebolas e tropeças colina abaixo, socado e asfixiado pelo embalamento. És preso por uma ou outra raiz ou pedregulho. Quando o declive se anula paras, e duvidas se é. Afinal já bebeste uns copos, mas já sabes... ele é teu amigo. Desenrolas-te e liquidificas-te, e de repente és rio. Precisas de muito menos para continuar, contornas, forças se for preciso. Quando as luzes se apagam, encarnas a personagem que afinal és tu.

segunda-feira, outubro 07, 2013

A lengalenga enrola-se em arpejadas pausas e torna-se obsessão enfatuada pelo desejo. Na rádio dizem que o futuro da humanidade é o amor, e depois vem um riff de guitarra. Familiar, mas terrivelmente assustador como só uma vertigem pode ser: sai-te o chão, mas não cais... pairas.

sexta-feira, setembro 13, 2013

O haver do agora chega, mas o agora passa.. O que já houve e o que há de haver, chega e não chega. Uma casa que tenho e para onde não quero ir, uma casa que não tenho e que quero. Dias em que não sou aquele de pistola apontada à cabeça, dias em que sou. Tudo o que desilude ou te contenta está em mim. Tudo o que te faz dançar o hula e entrar naquela cadência em que nos sincronizamos, e... discrição, e segredos para toda a gente.

Ssshhhh.

quarta-feira, setembro 11, 2013

Havia um rapaz que se tinha tornado num homem. Esqueceu-se do rapaz que foi, e ficara apenas um homem  que se deixara corromper por moralismos que lhe atabalhoavam as ideias. Tinha-se esquecido do que era deixar ir e deixar-se ir. E um dia acabou por deitar o coração fora, pois já não lhe pertencia mesmo antes de o fazer.

Era o homem que leu O Principezinho e foi verificar se 2 mil milhões de pessoas cabiam em 20 milhas quadradas. Não sabia que não entendia, claro, mas sempre desconfiou que algo não batia certo. Nunca descobriu o que era.

domingo, agosto 04, 2013

Às 4 da manhã tudo pode ser muito alto, e nunca alto o suficiente. O encadeamento é composto de um palavrão, um adeus, e um olá. No fim, ou coisa que a ele se assemelhe, quem está encandeado não o sei. Mas a ostra continua selada.

Olá.

terça-feira, julho 30, 2013

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Durante o trabalho.

?

Já não me lembro do que tentava esquecer. Se eu te dissesse, ia deixar de ser, pois acho que ainda saberia de me perguntasses. A árvore ainda está de pé.

sexta-feira, julho 26, 2013

Alice

A Alice entrou pelo buraco e caiu. Caiu e viu coisas que não pensava ver, entusiasmou-se. Ao entusiasmar-se, enganou-se, e ao enganar-se foi ter ao sítio errado. E aí estava perdida numa miríade de alucinações caleidoscópicas, mutações constantes que não dizem absolutamente nada e apenas são. Quando saiu do buraco, continuava a ver um coelho preocupado com as horas. Não sabia que tinha caído num buraco só dela.

terça-feira, julho 16, 2013

Somos ovelhas tresmalhadas, tu e eu. Dançamos, cada um ao som da sua música. Ansiamos por entrar no mesmo compasso, porque nos lembramos do que uma vez foi... não que queiramos o mesmo, apenas uma versão do que foi bom. Como uma guitarra feita a partir de um pedaço de madeira pertencente a uma mesa. À sua volta talvez já tenham bebido, comido, certamente conversado. Fodido nela, até. E agora esse pedaço de madeira entoa o que já viu e ouviu, dissimuladamente contando as suas histórias e propulsionando um sem número de novos sonhos.

terça-feira, junho 18, 2013


Deixava-se reger pelo torpor. Rebelava-se contra fosse o que fosse, mas fosse lá o que fosse era sempre demasiado sedutor. Cair em amor ou em desespero parecia igual, era só cair. E por isso nenhuma vez parecia a primeira, fosse o que fosse. Já esperava cair, e já sabia como era. De longe a longe, o salto não resultava em queda. Ele sabia-o. Sabia que podia estar errado, mas que o mais certo era o adeus.

quarta-feira, junho 12, 2013

Odeio-vos por quebrarem a minha onda de merdas pseudo-rebuscadas (porque vocês é que as fazem assim na vossa cabeça, juro), mas esta é para vocês:

segunda-feira, junho 10, 2013

Late Night in The Vault

Special guests, Insomnia and Biology!

Musical performance by... Foals!